quinta-feira, 31 de março de 2011

Diário Semanal de Lucas 1 versos 24-25

"Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses, dizendo: assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meu opróbrio entre os homens."

E eis-me aqui novamente para continuar meu diário de Lucas. Durante estes tempos de diário semanal estive observando alguns valores pra nossa vida cristã. A cada dia que passa, percebo o quanto ela é importante e é por isso que volto aqui. Estes dois versos finalizam o prólogo da história do nascimento de Cristo, o personagem mais importante deste diário, que ainda não apareceu. Pois bem, perceba que ao finalizar, Lucas menciona Isabel em grande alegria. E é interessante porque o nosso final também será assim, alegre e feliz. Vimos o quanto ela pediu por esse filho e aqui nós temos finalmente esta grande alegria sendo usada para fechar esta parte do livro. Lucas irá justamente pegar o desfecho desta história para iniciar a de Cristo, o que  ele jamais poderia começar sem antes terminar as angústias que descreveu inicialmente. 

De certa forma, este prólogo é um resumo da história destes dois personagens e ao mesmo tempo o resumo da nossa história. Ela não acaba aqui ou nos próximos cinco meses e ela faz parte de algo maior. Saberia ela que João Batista seria o maior entre homens, segundo Jesus? Saberia ela o quanto ele seria importante pro ministério do messias? Certamente não. A lição que eu quero tirar hoje daqui é que também não sabemos o quão valiosa é nossa história. Já disseram isso dos professores, que entram para a eternidade, mas podemos dizer isto de todos nós e principalmente de nós, cristãos neste mundo. Trazemos paz, mudamos vidas, damos luz, salgamos, enfim, aquilo que é, naturalmente, insosso. Não vamos nos auto-condenar aqui. Não somos este tipo. Estamos aqui pra dar nosso melhor. Tenho certeza que Isabel sentiu isso também. Deus sempre anula o nosso opróbrio entre os homens, seja nessa vida ou não. Digo isto porque há muitos cristãos que morrem sendo motivo de riso para os impios, mas eles, os cristãos, ainda sorrirão por último, lá na glória.  E é isso que quero destacar também. O final, a glória, é sempre algo a se lembrar em nossa vida. Podemos estar hoje, como eu estou, passando o maior sufoco, mas ainda sorriremos novamente e daremos o riso final no final de nossas vidas. Pelo menos eu quero isso e vou lutar para que no fim eu baixe minha cabeça em sinal de respeito e não em sinal de vergonha.

Assistimos ultimamente a perda de nosso ex-vice presidente José Alencar. E ele disse algo que ficou: não tenho medo da morte. tenho medo da vergonha! Eu quero repetir isso também. Vamos erguer nossas cabeças irmãos. É necessário coragem na vida cristã. Pensem no final. Está ai mais um ingrediente apimentado pro prato nosso de cada dia. Amém!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ode to the West Wind


O wild West Wind, thou breath of Autumn's being,
Thou, from whose unseen presence the leaves dead
Are driven, like ghosts from an enchanter fleeing,
Yellow, and black, and pale, and hectic red,
Pestilence-stricken multitudes: O Thou,
Who chariotest to their dark wintry bed
The winged seeds, where they lie cold and low,
Each like a corpse within its grave, until
Thine azure sister of the Spring shall blow
Her clarion o'er the dreaming earth, and fill
(Driving sweet buds like flocks to feed in air)
With living hues and odours plain and hill:
Wild Spirit, which art moving everywhere;
Destroyer and Preserver; hear, O hear!


Thou on whose stream, 'mid the steep sky's commotion,
Loose clouds like Earth's decaying leaves are shed,
Shook from the tangled boughs of Heaven and Ocean,
Angels of rain and lightning: there are spread
On the blue surface of thine aery surge,
Like the bright hair uplifted from the head
Of some fierce Maenad, even from the dim verge
Of the horizon to the zenith's height,
The locks of the approaching storm. Thou Dirge
Of the dying year, to which this closing night
Will be the dome of a vast sepulchre,
Vaulted with all thy congregated might
Of vapours, from whose solid atmosphere
Black rain and fire and hail will burst: O hear!


Thou who didst waken from his summer dreams
The blue Mediterranean, where he lay,
Lulled by the coil of his chrystalline streams,
Beside a pumice isle in Baiae's bay,
And saw in sleep old palaces and towers
Quivering within the wave's intenser day,
All overgrown with azure moss and flowers
So sweet, the sense faints picturing them! Thou
For whose path the Atlantic's level powers
Cleave themselves into chasms, while far below
The sea-blooms and the oozy woods which wear
The sapless foliage of the ocean, know
Thy voice, and suddenly grow grey with fear,
And tremble and despoil themselves: O hear!


If I were a dead leaf thou mightest bear;
If I were a swift cloud to fly with thee;
A wave to pant beneath thy power, and share
The impulse of thy strength, only less free
Than thou, O Uncontrollable! If even
I were as in my boyhood, and could be
The comrade of thy wanderings over Heaven,
As then, when to outstrip thy skiey speed
Scarce seemed a vision; I would ne'er have striven
As thus with thee in prayer in my sore need.
Oh! lift me as a wave, a leaf, a cloud!
I fall upon the thorns of life! I bleed!
A heavy weight of hours has chained and bowed
One too like thee: tameless, and swift, and proud.


Make me thy lyre, even as the forest is:
What if my leaves are falling like its own!
The tumult of thy mighty harmonies
Will take from both a deep, autumnal tone,
Sweet though in sadness. Be thou, Spirit fierce,
My spirit! Be thou me, impetuous one!
Drive my dead thoughts over the universe
Like withered leaves to quicken a new birth!
And, by the incantation of this verse,
Scatter, as from an unextinguished hearth
Ashes and sparks, my words among mankind!
Be through my lips to unawakened Earth
The trumpet of a prophecy! O Wind,
If Winter comes, can Spring be far behind?

Percy Bysshe Shelley

Leave me, O love

Leave me, O love which reachest but to dust ; 
And thou, my mind, aspire to higher things ; 
Grow rich in that which never taketh rust, 
Whatever fades but fading pleasure brings. 
Draw in thy beams, and humble all thy might 
To that sweet yoke where lasting freedoms be ; 
Which breaks the clouds and opens forth the light, 
That doth both shine and give us sight to see. 
O take fast hold ;  let that light be thy guide 
In this small course which birth draws out to death, 
And think how evil becometh him to slide, 
Who seeketh heav'n, and comes of heav'nly breath. 
    Then farewell, world ;  thy uttermost I see ; 
    Eternal Love, maintain thy life in me.

                                                                                                  Sir Philip Sidney

quinta-feira, 17 de março de 2011

The Castaway

Obscurest night involv'ed the sky,
Th' Atlantic billows roar'd,
When such a destin'd wretch as I,
Wash'd headlong from on board,
Of friends, of hope, of all bereft,
His floating home for ever left.

No braver chief could Albion boast
Than he with whom he went,
Nor ever ship left Albion's coast,
With warmer wishes sent.
He lov'd them both, but both in vain,
Nor him beheld, nor her again.

Not long beneath the whelming brine,
Expert to swim, he lay;
Nor soon he felt his strength decline,
Or courage die away;
But wag'd with death a lasting strife,
Supported by despair of life.

He shouted: nor his friends had fail'd
To check the vessel's course,
But so the furious blast prevail'd,
That, pitiless perforce,
They left their outcast mate behind,
And scudded still before the wind.

Some succour yet they could afford;
And, such as storms allow,
The cask, the coop, the floated cord,
Delay'd not to bestow.
But he (they knew) nor ship, nor shore,
Whate'er they gave, should visit more.

Nor, cruel as it seem'd, could he
Their haste himself condemn,
Aware that flight, in such a sea,
Alone could rescue them;
Yet bitter felt it still to die
Deserted, and his friends so nigh.

He long survives, who lives an hour
In ocean, self-upheld;
And so long he, with unspent pow'r,
His destiny repell'd;
And ever, as the minutes flew,
Entreated help, or cried--Adieu!

At length, his transient respite past,
His comrades, who before
Had heard his voice in ev'ry blast,
Could catch the sound no more.
For then, by toil subdued, he drank
The stifling wave, and then he sank.

No poet wept him: but the page
Of narrative sincere;
That tells his name, his worth, his age,
Is wet with Anson's tear.
And tears by bards or heroes shed
Alike immortalize the dead.

I therefore purpose not, or dream,
Descanting on his fate,
To give the melancholy theme
A more enduring date:
But misery still delights to trace
Its semblance in another's case.

No voice divine the storm allay'd,
No light propitious shone;
When, snatch'd from all effectual aid,
We perish'd, each alone:
But I beneath a rougher sea,
And whelm'd in deeper gulfs than he.

William Cooper

terça-feira, 15 de março de 2011

A estrela

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
                                                                                              Manuel Bandeira